angelicaNatural de Santo Antônio da Patrulha/RS, a professora Angélica Maria Genehr Fritscher é vice-diretora da Faculdade de Odontologia da PUCRS. A graduação na área foi realizada na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1978), com Mestrado (1999) e Doutorado (2002) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Atualmente é professora titular da Faculdade de Odontologia da PUCRS, docente nas disciplinas de Odontopediatria e Estágio em Clínica Integrada Infantil e Adolescente, com experiência na área de Odontopediatria.

 

1) Como despertou o interesse pela odontologia?

Professora Angélica Fritscher:  o interesse pela Odontologia surgiu na adolescência, durante meu tratamento ortodôntico. A frequência das consultas proporcionou o interesse pela profissão.

2) Em que estágio poderíamos situar a Odontologia praticada atualmente?

Professora Angélica Fritscher:  em nosso país praticamos uma Odontologia de primeiríssima qualidade. Em termos de tecnologia e habilidades encontramo-nos no mesmo patamar dos grandes centros especializados. O que não conseguimos ainda é oferecer a toda a população essa odontologia de vanguarda pois trabalhos sofisticados tem preços elevados.

3) O Brasil é referência em que aspectos?

Professora Angélica Fritscher:  a habilidade dos profissionais brasileiros é reconhecida mundialmente. Somos reconhecidos nas áreas protéticas, cirúrgicas e estéticas assim como nas áreas de prevenção das doenças da cavidade oral.

4) Há quanto tempo a senhora está na PUCRS?

Professora Angélica Fritscher:  iniciei minha carreira docente em março de 1996 na disciplina de Odontopediatria I e II após ter concluído o curso de Especialização em Odontopediatria PUCRS.

5) Desde quando está na ADPPUCRS e qual a importância que os professores devem dar a uma entidade de classe como a nossa?

Professora Angélica Fritscher:  sou associada da ADPPUCRS desde 2004. A ADPPUCRS é uma associação que procura integrar professores de todas as áreas do conhecimento, luta e protege os direitos da classe e mantém diálogo articulado com a Administração Superior dessa Universidade. Mantém um elo, que se perpetua, mesmo com aqueles que já se afastaram das atividades acadêmicas, de forma generosa e amiga.

6) Quais outras atividades que realiza fora do ambiente universitário (hobbies, consultório, etc)

Professora Angélica Fritscher:  tenho uma pequena atividade no consultório, onde atuo na minha especialidade, pois me dedico quase que exclusivamente a vida acadêmica e administrativa de nossa Faculdade. Tenho como hobbie a gastronomia. Gosto muito de cozinhar e receber a família e amigos em nossa casa em Canela. Conhecer lugares no mundo também me fascina.Tenho uma família bonita (mãe, marido, filhos e noras, filha e genro) que me enchem de orgulho, razão maior da minha felicidade.

Endereço do Currículo Lattes:  http://lattes.cnpq.br/5749998084432886

 

O professor titular da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia (FACE) Nelson Costa Fossatti leciona na PUCRS desde 1987, com um período de interrupção. É engenheiro de Telecomunicações, com mestrado em Administração e em Filosofia, e doutorado em Comunicação e em Filosofia. Na área de Administração, a ênfase do trabalho do professor é em Políticas e Planejamento Governamental, Planejamento Estratégico, Sistemas de Indicadores de Desempenho, Gestão de Comunicação, Gestão da Informação e Responsabilidade Social nas Organizações. Nesta entrevista, ele nos conta um pouco do que trata os seus livros e de como é trafegar em duas áreas, de exatas e de humanas, que aparentemente poderiam se antagonizar, mas na prática se complementam.

1 – Conte-nos sobre a sua trajetória profissional?

Professor Fossatti: no período de 1987 a 1992 fui Professor da Faculdade de Informática e Engenharia na disciplina de Comunicação de Dados. Como Engenheiro de Telecomunicações contribui para projetar e criar o Laboratório de Comunicação de Dados da PUCRS. Licenciei-me da universidade de 1992 a 1996, para desempenhar atividades no setor Público, ocupando, posteriormente, as direções da CRT, da Fundação de Recursos Humanos, da área técnica da Secretaria de Minas Energia e Comunicações, e da superintendência Geral da Secretaria de Planejamento e Administração. O retorno à PUCRS ocorreu em PUCRS em 1997. A partir daí, passei a dar aulas na Escola de Negócios, da FACE, na Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) e Faculdade de Teologia. Também passei a lecionar na Fundação Getúlio Vargas-FGV, Fundação de Recursos Humanos, Escola do Ministério Público do RS, Escola do Tribunal de Justiça do Estado-AJURIS, Fundação de Recursos Humanos Estado, Escola de Gestão do Município de Porto Alegre. Ocupei ainda o cargo de assessor de Comunicação da FAMURS, participando da criação do Conselho de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul – FAMURS e a presidência do Comitê de Cidades Digitais do Rio Grande do Sul, coordenando o Fórum de Cidades Digitais que envolveu iniciativas da PUCRS e da FAMURS.

2 – Não é novidade que muitos professores convivem bem tanto na área de exatas como na de humanas. Como esta complementariedade ocorreu com o senhor?

Professor Fossatti: o grande erro da Idade Média foi o de colocar antolhos nas universidades. Refiro-me às séries iniciais dos cursos de graduação, onde as disciplinas são endereçadas e tem o compromisso de especializar o aluno para áreas específicas ( técnicas, humanas, biológicas, etc.) onde o objetivo não é desenvolver a plenitude do conhecimento do homem, mas despertar a máquina que habita o ser humano, que, sem refletir, passa a torturar a natureza para descobrir seus segredos e, às vezes, situá-lo dentro de uma racionalidade instrumental que pode levar a banalização da vida, e a desumanização da natureza. Com isso, o homem do nosso século passou a ser um animal avaliado por seus resultados, um animal medido (um reservado, grande campeão, com cinco estrelas), mensurado mais pela produtividade do que por suas qualidades. Poderemos estar indo para nos entregar à máquina que domina o homem, o que estudo na minha tese. Por natureza sou otimista, trago uma Docta Spes, não gosto de pôr do sol, gosto mais da aurora. Entendo o que diz o Papa Francisco em sua encíclica Laudato si, quando alerta que “o homem deve realizar o papel de colaborador de Deus, na obra da criação; porém, quando ele busca substituir a Deus acaba por provocar a revolta da natureza”. Como professores, temos o compromisso de mostrar não apenas a parte, mas o conjunto da obra – a natureza. Como predisse Bloch, é preciso naturalizar o homem e humanizar a natureza – prego e defendo este discurso. Quero dizer com estas observações que não posso falar de cidades digitais sem falar da Utopia, de Tomas Morus. Não posso falar de Planejamento sem Odisseia, de Homero. Não posso falar da vida, sem comentar Dante e sua Divina Comédia. Não posso falar de Brasil sem falar de Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. Não posso falar de Informação sem falar de Panóptico, de Bentham. Não posso falar em Direito sem conhecer Oréstia, de Ésquilo. Não posso falar do ser-em-possibilidade (empreendedorismo) sem falar de Bloch. No Pensamentos, de Pascal, o filósofo diz uma grande verdade: não posso falar do todo sem conhecer a parte, nem falar da parte sem conhecer o todo. Então, não paro de estudar. Sempre busquei conhecer não só a parte como o todo. Se me perguntarem quem eu sou, eu respondo ainda que não sei, mas sei onde quero chegar.

3 – Dos livros publicados, mais recentemente, destacam-se o Mauá: paradoxos de um visionário e Docta Spes e as Utopias Técnicas. Quais são os paradoxos do visconde? E como situar as utopias técnicas dentro da filosofia? Quais são os paradoxos do Visconde de Mauá?

Professor Fossatti: o grande paradoxo de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, estava presente em suas obras, no seu discurso, embora paralelo as contingências da época, era construído na contramão do status quo e dos propósitos da oligarquia da época, onde a economia era sustentada pela mão escrava. O paradoxo está em desafiar o modelo de economia primária pela lógica do empreendedorismo, criando empresas de navegação e transporte trem, energia elétrica – luz, telecomunicações, bancos-financeiras. Considero Mauá não só um visionário, um sonhador, mas, um empreendedor capaz de materializar suas utopias-concretas e dar vida aos seus sonhos acordados.

4 – Como situar as Utopias Técnicas dentro da Filosofia?

Professor Fossatti: para abordar filosofia, vamos começar por Platão. Em duas de suas obras Crítia e Timeu, o filósofo já se referia a uma ilha perdida que inspirou  mais tarde a Utopia, de Thomas Mórus. No meu livro Docta Spes e as Utopias Técnicas, já na segunda edição, não tem a preocupação com as utopias sociais. Estou pensando as visões oníricas, os sonhos acordados que são esquecidos nas dobras do tempo e que poderiam qualificar as relações entre o homem e a natureza. Há nesta reflexão um movimento dialético, que de forma coerente conjuga o ser-em-possibilidade, há um “ainda-não” que poderá–ser, que vai ao encontro do homem, mas ele não percebe. O húmus das utopias técnicas é resultado de uma Docta Spes, esperança sábia, esclarecida, que anima, promove e impulsiona esta dialética quer por sua existência quer por sua falta. Existe utopias concretas quando nos referimos ao fogo de Prometeu, a sombra de Orfeu, entre o crepúsculo e aurora, um bel manzolin de fior, uma rua encantada que nem em sonho sonhei de Quintana, do voo de Ícaro ao avião, dos tambores sinais de fumaça ao telefone, das carruagens ao automóvel. Ali está presente toda esperança sábia, todo o ser-em-possibilidade, apontando que a humanidade ainda-não é totalmente humana, mas que ainda tem a possibilidade de ser.

Currículo lattes:

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A Editora da PUCRS, a ADPPUCRS e os autores estão oferecendo exclusivamente aos nossos associados, e de forma gratuita, algumas obras. Os livros estão na sede da associação e a lista completa pode ser conhecida a seguir.

IMG_20151020_163734455 PEDAGOGIA UNIVERSITÁRIA E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTEOrganizado pelas professoras Silvia Maria de Aguiar Isaia e Doris Pires de Vargas Bolzan

Resumo: o livro é fruto do IV Simpósio de Educação Superior e composto por 20 artigos, divididos em: Trajetórias na educação superior: entre a pessoa, o profissional e a instituição; Desenvolvimento profissional: processos formativos na educação superior; e Enfoques de pesquisa sobre pedagogia universitária.

DE VARGAS AOS MILITARES: AUTORITARISMO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL

Organizado pelos professores Luciano Aronne de Abreu e Helder Gordim da Silveira.

Resumo: a obra faz uma reflexão sobre o autoritarismo no Brasil e está dividida em duas partes. A primeira trata da questão político-administrativa e a segunda aborda o desenvolvimento econômico do país.

SEGUNDA LEGALIDADE: REGISTROS HISTÓRICOS E JORNALÍSTICOS

Organizado pelos professores Luciano Klöckner, Luciano Aronne de Abreu e Charles Monteiro

Resumo: em 2014, a chamada Segunda Cadeia Radiofônica da Legalidade completou 50 anos. O livro procura reunir fatos do evento ocorrido em 1964, para garantir a permanência de João Goulart na Presidência da República, mas que não alcançou o êxito da Primeira Rede Radiofônica da Legalidade de 1961.

AUTORITARISMO E CULTURA POLÍTICA

Organizado pelos professores Luciano Aronne de Abreu e Rodrigo Patto Sá Motta

Resumo: os artigos publicados no livro mostram a aproximação entre do autoritarismo e da cultura política, abrangendo o Brasil e outros países latino-americanos (Argentina, Chile e Uruguai).

IMG_20151028_142327844 GARIBALDI, HISTÓRIA E LITERATURA: PERSPECTIVAS INTERNACIONAIS

Organizado por Núncia Santoro de Constantino e Claudia Musa Fay

Resumo: os textos da coletânea apresentam a forte personalidade, o pensamento e a ação de Giuseppe Garibaldi, procurando recompor a memória e a responder as perguntas que perduram dois séculos depois do seu nascimento.

 IMG_20151028_142312086_HDR JUVENTUDE. MARGINALIDADE SOCIAL E DIREITOS HUMANOS. DA PSICOLOGIA ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS

Organizado por Andrea Scisleski e Neuza Guareschi

Resumo: os autores desenvolvem os artigos a partir de um posicionamento ético e político bem definido: a defesa da vida dos jovens que vivem em situação de marginalidade social, apresentado argumentos e questionando as políticas existentes na área.

IMG_20151028_142249658 (AUTO)BIOGRAFIA E FORMAÇÃO HUMANA

Organizado por Maria Helena Menna Barreto Abrahão

Resumo: a partir da reflexão de autores clássicos (Habermas, Nietzsche, Frankl, Ricouer, Josso), os textos ampliam as bases filosóficas, sociológicas, psicológicas e pedagógicas, buscando um novo olhar para entender e de fazer a pesquisa educacional.

IMG_20151028_142237601 AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM: ESTUDOS RECENTES NO BRASIL

Organizado por Regina Ritter Lamprecht

Resumo: os textos enfocam a aquisição e o desenvolvimento da linguagem nas três modalidades: a falada, a sinalizada e a escrita, apresentando não só os resultados de pesquisas nas respectivas áreas como também lançando novos questionamentos.

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PARCERIAS ENTRE ESCOLAS E UM MUSEU INTERATIVO: CONTRIBUIÇÕES À CULTURA E EDUCAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

Organizado por João Bernardes da Rocha Filho, Regina Maria Rabello Borges, Rosana Maria Gessinger e Isabel Cristina Machado de Lara.

Resumo: sob diversos enfoques, os artigos trazem aspectos que estimulam a vontade de sempre aprender e a liberdade para tal, algo que não pode ser obtido por fórmulas ou por regramentos precisos.

IMG_20151028_142159864 FONOLOGIA: TEORIAS E PERSPECTIVAS

Organizado por Leda Bisol e Gisela Collischonn

Resumo: o livro agrupa os trabalhos selecionados a partir do IV Seminário Internacional de Fonologia, abordando diversas questões importante para a área.

IMG_20151028_142138710 Volume 6 – QUALIDADE DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: AVALIAÇÃO E IMPLICAÇÕES PARA O FUTURO DA UNIVERSIDADE

Organizado por Denise Leite e Cleoni Barboza Fernandes

Resumo: da série editada pelo Observatório de Educação Capes/Inep, é composto de artigos que analisam diversos aspectos da educação superior, entre eles, política, mapeio de redes de colaboração, instrumento de avaliação, parâmetros da educação a distância, gestão de cursos, papel do gestor, implicações do Enade, relação ensino/pesquisa.

IMG_20151028_142111899 Volume 2 – QUALIDADE DA EDUCAÇÃO SUPERIOR:  UNIVERSIDADE COMO LUGAR DE FORMAÇÃO

Organizado por Sílvia Maria de Aguiar Isaia, Doris Pires Vargas Bolzan e Adriana Moreira da Rocha Maciel

Resumo: textos apresentados no VIII Seminário de Educação Superior: a universidade como lugar de formação, onde são levantados e discutidos indicadores de qualidade para a Educação Superior, com atenção para a Universidade e sua missão formativa.

IMG_20151028_142052644 FÍSICA NO ENSINO MÉDIO: FALHAS E SOLUÇÕES

Organizado por João Bernardes da Rocha Filho

Resumo: por que apenas um em cada 11 professores de Física em atividade nas escolas é formado em física? Por que a licenciatura em Física é a carreira menos procurada entre todas as que conduzem ao magistério? Os capítulos da publicação, escritos por pesquisadores e professores da área, procuram responder essas perguntas e também apresentar contribuições para o aperfeiçoamento da área pedagógica da Física.

 

 

 

 

Tem Filhos 1 e 2

A editora e a autora Regina Zimmermann Guilherme convidam para a sessão de autógrafos do livro Harry Rodrigues Bellomo Mestre e Historiador de dois séculos. O lançamento ocorrerá no dia 14 de setembro às 16 horas, na Sala VIP do prédio 41 da PUCRS.

Associada na ADPPUCRS desde 20 de março de 1980, passou  quatro décadas na Universidade. Ao longo do tempo, completou  a graduação em Supervisão Escolar (1980), Mestrado em Educação (1988) e Doutorado em Educação (2002), todos os cursos pela PUCRS. Em paralelo, atuou como professora titular da Faculdade de Educação e professora-assessora na EAD da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul de 1973 a 2013, acumulando experiência na área de Educação, com ênfase em Educação a Distância (EAD) e legislação educacional, especializando-se nos seguintes temas: educação a distância, tecnologia educacional, ambientes virtuais, informática na educação, formação continuada e legislação educacional. Atualmente está aposentada.

1 – Como optou e como foi a sua carreira acadêmica?

Professora Elaine: sempre gostei de lecionar. Por isso, escolhi o curso Normal (Magistério) no Colégio Americano. Iniciei como alfabetizadora no próprio Americano logo após a formatura, enquanto cursava Pedagogia na PUCRS. Na universidade tive o apoio inicial de duas ótimas professoras (Délcia Enricone e Manuela Ramirez, ambas já falecidas), que logo confiaram em mim, convidando-me para ser professora na instituição. Depois, passei por diversas disciplinas, sempre na graduação. Fui coordenadora de departamento por 10 anos, quando pedi redução de carga horária para me dedicar ao doutorado. Nessa fase, me “encantei” pela Educação a Distância (EAD) pelas grandes possibilidades de uso da tecnologia digital na educação!

2 – É possível diferenciar a importância dos professores antigamente e nos tempos atuais? 

Professora Elaine:  os tempos mudam e a cultura também! Antigamente, o professor era mais valorizado (independente do salário) e as relações interpessoais eram mais tranquilas. Hoje, não basta saber bem o conteúdo a lecionar, pois os saberes docentes vão além disso! Há que saber lidar com situações difíceis, conflitos,  estar aberto a críticas, ser ponderado, saber avaliar (pois, com a EAD há mais facilidade no plágio), mas, principalmente, SER Professor significa gostar da docência e se dedicar a ela como Profissão!

3 – Estava preparada para a vida pós-docência?

Professora Elaine: não posso dizer que tenha “me preparado para a pós-docência”, mas eu já previa minha saída, pela idade (tinha 69 anos na época) e tempo de PUCRS (40 anos, mais um ano e meio antes de 1973) que, a qualquer hora seria convidada a me retirar, até porque tanto no curso de Pedagogia como na EAD tínhamos cada vez menos alunos… Mas, minha saída foi muito tranquila, pois foi em dezembro e passei os dois meses de verão na casa da praia…. Então, não senti o impacto de “não ter o que fazer”! Depois, no primeiro semestre, continuei realizando as avaliações de curso a convite do INEP/MEC e viajei pelo país. Logo a seguir, realizei uma assessoria em EAD para uma outra instituição de ensino e, no segundo semestre de 2014, voltei a dar algumas aulas na PUCRS e na EAD, o que me mantem ocupada. Esse é o grande problema do aposentado: depois de trabalhar 40 horas/semanais durante anos, o quê fazer? Eis aqui minha sugestão aos futuros aposentados: planejem atividades para depois. Só viajar e cuidar dos netos (como todos me diziam) é maravilhoso, mas não o suficiente, pois não ocupam todos os espaços vazios.  Currículo Lattes.